quinta-feira, abril 23, 2026

Cleitinho mexe no tabuleiro de Minas e aperta Planalto e Zema

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A sucessão em Minas entrou numa fase incômoda para os grupos tradicionais. O nome que lidera hoje não saiu do velho eixo de Belo Horizonte nem das máquinas clássicas do estado. É Cleitinho Azevedo, senador do Republicanos, que aparece na frente da disputa e força adversários mais estruturados a correr atrás. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 1º de abril mostrou Cleitinho com 32,7% e Rodrigo Pacheco com 28,6% no principal cenário.

O peso disso é político. Ex-prefeito de Divinópolis, com base no Centro-Oeste mineiro e discurso direto, Cleitinho ocupa um espaço que foge do roteiro tradicional de Minas, historicamente mais dependente das costuras da capital e das elites partidárias. Ele cresce como nome popular e antiestablishment, enquanto figuras mais convencionais perdem o monopólio da sucessão.

Do lado do Planalto, o nome é Rodrigo Pacheco. A filiação ao PSB reforçou a ideia de candidatura alinhada a Lula, e um cenário testado com apoio do presidente mostra Pacheco numericamente à frente. O desafio é transformar prestígio institucional em voto de rua num estado que costuma punir candidatos excessivamente associados a Brasília.

Já Zema tenta proteger o próprio legado. Ao renunciar em 22 de março, entregou o governo a Mateus Simões e passou a depender de um sucessor capaz de manter viva a marca do seu ciclo administrativo. O problema é que Simões ainda aparece distante dos líderes. Em Minas, 2026 começa com uma disputa entre máquina, padrinho e apelo popular — e, por enquanto, quem dita o ritmo é quem veio de fora do eixo tradicional.

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