A crise entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro passou a cobrar preço dentro do próprio campo bolsonarista.
Nomes com forte presença entre apoiadores da direita, como Rodrigo Constantino, Caio Coppolla, Alexandre Garcia e Ana Paula Henkel, criticaram publicamente a condução do senador no caso envolvendo o ex-dono do Banco Master e o financiamento do filme “Dark Horse”, produção favorável a Jair Bolsonaro.
As cobranças giram em torno das versões dadas por Flávio, dos áudios revelados sobre a negociação com Vorcaro e da visita feita pelo senador ao banqueiro no fim de 2025, depois da primeira prisão. Flávio afirma que a tratativa era privada, sem contrapartida pública, e que o encontro serviu para encerrar a relação.
O desgaste ganhou outro peso porque parte da militância passou a tratar essas vozes como oposição ao projeto presidencial de Flávio, mesmo sem rompimento formal. A reação mostra que a crise deixou de ser apenas ataque de adversários e entrou na disputa interna pela confiança da direita em 2026.
A pré-campanha tenta conter o dano e manter a indicação feita por Jair Bolsonaro, mas as próximas pesquisas devem medir se a cobrança de aliados ficou restrita às redes ou se chegou ao eleitor conservador.





