A Polícia Federal rejeitou, ontem (quarta-feira, 20), a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. Para os investigadores, o material entregue não trouxe informações novas suficientes para justificar um acord
A decisão foi comunicada à defesa do banqueiro, preso preventivamente desde 4 de março no âmbito da Operação Compliance Zero. A apuração mira suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e interferência em órgãos reguladores. Vorcaro nega irregularidades.
A recusa da PF, porém, não encerra a tentativa de colaboração. A Procuradoria-Geral da República ainda pode seguir com a análise da proposta. Se houver avanço, o acordo precisará passar pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, responsável por avaliar legalidade, voluntariedade e regularidade das cláusulas.
O ponto central da rejeição é a utilidade da delação. Investigadores avaliam que Vorcaro teria confirmado fatos já conhecidos, sem entregar provas ou caminhos novos sobre personagens, operações e eventuais beneficiários do esquema investigado.
A defesa ainda pode tentar reforçar os anexos e manter a negociação com a PGR. Até decisão formal do Ministério Público e eventual homologação no STF, a colaboração segue como informação em apuração.





