Defesa de Flávio mobiliza a base, mas não encerra dúvidas sobre notas

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A reação foi rápida e pensada para a disputa eleitoral.

Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro negou irregularidades, atacou a reportagem e afirmou ser alvo de uma tentativa de prejudicar sua campanha. A estratégia transfere o debate das notas fiscais para uma suposta perseguição da imprensa, argumento com forte apelo entre seus eleitores.

Os documentos, porém, mantêm perguntas abertas. O escritório de Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil para a Copenhagen em 7 de abril de 2025 e cancelou ambas. Dois dias depois, emitiu outra nota de R$ 500 mil para a Contábil Correa, que não foi cancelada. As empresas tiveram ligações empresariais e administrativas, mas não há prova pública de que o dinheiro recebido pelo escritório tenha saído do Banco Master.

Flávio afirma que recusou o trabalho para a Copenhagen e prestou serviços jurídicos regulares à Contábil Correa. A defesa ainda precisa explicar por que duas notas foram emitidas para uma contratação recusada, quais serviços justificaram os R$ 500 mil recebidos e se existem contrato, pareceres ou outros registros do trabalho.

Para reduzir o desgaste entre eleitores de fora da base, a resposta mais eficiente seria divulgar esses documentos. Sem essa comprovação, adversários poderão manter o assunto ligado à relação anterior de Flávio com Daniel Vorcaro, financiador do filme sobre Jair Bolsonaro.

Siga @dia1brasil para acompanhar se o pré-candidato apresentará os contratos e comprovantes dos serviços.

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