Dólar se valoriza com alta do petróleo e inflação nos EUA; Bolsa apresenta queda

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O dólar teve uma valorização de 0,44% em relação ao real nesta quinta-feira (10/9), sendo cotado a R$ 5,13. No dia anterior, a moeda americana já havia registrado uma alta de 0,51%, fechando a R$ 5,11. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o dia em queda de 0,36%, a 184,9 mil pontos, após ter recuado 0,93% no pregão anterior, quando atingiu 185,6 mil pontos.

Fatores que afetam o mercado

Quatro fatores externos estão impactando a movimentação dos mercados de câmbio e ações, contribuindo para um cenário de aversão ao risco entre os investidores. O primeiro deles é a intensificação do conflito no Oriente Médio, particularmente entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços do petróleo acima da marca de US$ 100.

Alta do petróleo

Às 10h05, o barril do tipo Brent, referência internacional, apresentava um aumento de 3,89%, alcançando US$ 105,15. O petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI), utilizado nos Estados Unidos, subiu 4,16%, atingindo US$ 100,05. Essa escalada nos preços é um reflexo direto da crescente tensão geopolítica na região.

Aumento das taxas de juros na Europa

Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que agora se encontra em 2,5% ao ano. A justificativa para essa decisão foi a expectativa de que a inflação permaneça acima da meta por um período prolongado, devido às pressões inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio.

Inflação nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,4% em agosto em relação ao mês anterior, após uma alta revisada de 0,1% em julho. Os dados, divulgados pelo Departamento do Trabalho americano, ficaram dentro das projeções dos analistas. No acumulado anual, o PPI apresentou um aumento de 5,4% em agosto, superando a alta de 4,8% registrada em julho e o consenso de 5,3% do mercado. O núcleo do índice, que exclui os preços de alimentos e energia, teve um crescimento de 0,2% em agosto, abaixo da previsão de 0,3%.

O economista Vitor Kayo, da Nomad, analisou que os dados do PPI reforçam a percepção de que o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos possui pouco espaço para relaxar seu discurso em relação à inflação. Isso mantém a possibilidade de uma alta nas taxas de juros nas próximas reuniões, com a primeira delas prevista para a próxima semana.

Mercado de trabalho nos EUA

Além disso, os investidores estão atentos aos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego totalizaram 206 mil na semana encerrada em 5 de setembro, de acordo com o Departamento do Trabalho. Este número ficou próximo da expectativa de 205 mil pedidos e representa uma redução de mil solicitações em relação à semana anterior.

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