Eduardo vira custo para a campanha de Flávio

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A pressão sobre Eduardo Bolsonaro mostra um limite da pré-campanha de Flávio: o discurso que mobiliza a base ideológica atrapalha a busca por eleitor moderado.

Informação em apuração aponta que aliados do senador querem reduzir falas do irmão nas redes ou submeter postagens a avaliação eleitoral. O incômodo cresceu depois que Eduardo comparou o Pix ao Zelle e disse, em entrevista à TMC, que o tema poderia entrar em negociação com os EUA. Após a repercussão, negou defender a substituição do sistema brasileiro.

O problema para Flávio não está só na frase. O USTR incluiu pagamentos eletrônicos na investigação contra o Brasil e propôs tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. Isso deu ao governo Lula um argumento direto: associar a agenda externa bolsonarista a risco para o Pix, sistema popular e usado diariamente no país.

Eduardo já carregava esse passivo desde 2025, quando ligou sanções e tarifas dos EUA à pressão contra Alexandre de Moraes e falou em “terra arrasada” e vingança contra “ditadores de toga”. A tentativa de separar Flávio desse desgaste esbarra nas agendas internacionais dos dois e na defesa comum de aproximação com Trump.

Flávio precisa do sobrenome para manter a base bolsonarista unida, mas cada fala de Eduardo reduz sua margem com empresários, agro, centro e eleitor que rejeita turbulência econômica. Sem pesquisa recente disponível para medir o impacto eleitoral do episódio do Pix, o primeiro teste será a próxima rodada nacional.

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