Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, diversas entidades do agronegócio se manifestaram, destacando prioridades para o novo mandato.
As principais demandas incluem responsabilidade fiscal, segurança jurídica, melhoria do ambiente de negócios, estímulo à inovação e ampliação da competitividade da agricultura brasileira.
Posicionamento da Faesp
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) enfatizou a necessidade de mudanças na condução econômica do país. A entidade defendeu a implementação de medidas que visem reduzir custos e aumentar a segurança no campo. Em nota, a Faesp ressaltou que, embora respeite a decisão do eleitorado, é essencial que o novo governo atente para os quase 49% dos votos dados à candidatura opositora, indicando uma demanda por transformações.
“A democracia não se resume ao dia da votação; é um processo contínuo que requer cuidado e diálogo”, comentou Tirso Meirelles, presidente da Faesp, que havia apoiado a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A federação solicitou a simplificação tributária sem o aumento da carga sobre o setor produtivo, a redução sustentável dos juros e o controle dos gastos públicos, além de garantir o direito à propriedade e a previsibilidade jurídica para a agropecuária.
Opinião da Abag
A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) também fez questão de parabenizar o presidente reeleito e pediu um diálogo construtivo, pacificação política e um planejamento a longo prazo para fortalecer a agroindústria nacional. A entidade destacou a importância de reformas estruturais e a eficiência do Estado como fundamentais para atrair investimentos e aumentar a competitividade brasileira.
A Abag propôs que políticas públicas sejam integradas a uma estratégia plurianual, garantindo previsibilidade para investimentos em infraestrutura, logística, financiamento e seguros. A associação também se ofereceu para disponibilizar a Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira, um documento com propostas que visam orientar políticas de Estado com uma visão de longo prazo.
Considerações da CropLife Brasil
A CropLife Brasil, que representa empresas do setor de defensivos agrícolas, também cumprimentou Lula e reiterou a importância da continuidade dos investimentos em ciência e tecnologia para manter a competitividade do Brasil no mercado global de alimentos. A entidade destacou a necessidade de um ambiente de negócios que favoreça a atração de capital e a modernização da infraestrutura produtiva.
A organização enfatizou que é crucial aprimorar os marcos regulatórios com base em critérios científicos e promover a transparência e estabilidade normativa. No âmbito do comércio internacional, a CropLife Brasil sugeriu que a cooperação técnica e a convergência regulatória com parceiros estratégicos são essenciais para ampliar o acesso a mercados. Composta por 53 empresas, a entidade se mostrou disposta a colaborar com o governo federal e o Congresso para desenvolver medidas que estimulem a inovação e a competitividade no agronegócio.
Artigo em atualização


