EUA ampliam aposta em em terras raras de Goiás e colocam Minaçu no centro da disputa Global

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O governo dos Estados Unidos aumentou em US$ 250 milhões, cerca de R$ 1,3 bilhão, sua participação no financiamento ligado à Serra Verde, mineradora que opera a mina Pela Ema, em Minaçu, no norte de Goiás.

Com o reforço, o compromisso direto do governo americano no veículo criado para comprar a produção da mineradora chega a US$ 750 milhões. A estrutura total de financiamento alcança US$ 1,55 bilhão e está ligada à aquisição da Serra Verde pela USA Rare Earth, negócio avaliado em cerca de US$ 2,8 bilhões.

A mina goiana produz neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, elementos usados em ímãs de alto desempenho presentes em carros elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e equipamentos de defesa. Hoje, a China domina grande parte do processamento mundial desses minerais.

Para Goiás, a operação aumenta a importância econômica de Minaçu e pode ampliar empregos especializados, fornecedores e arrecadação ligada à mineração. Há, porém, um limite importante: boa parte do valor agregado continua fora do Brasil, porque o refino e etapas avançadas da cadeia ainda são realizados no exterior.

A expansão também mantém sob pressão a fiscalização ambiental. Relatórios de órgãos ambientais já apontaram irregularidades e impactos em cursos d’água na região da mina, enquanto a empresa mantém programas de controle e licenciamento.

A conclusão da compra ainda depende das etapas formais previstas pela USA Rare Earth, incluindo a votação dos acionistas marcada para esta sexta-feira, 28.

Siga o @dia1brasil para acompanhar como a corrida global por terras raras pode mudar a economia do norte de Goiás.

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