Os Estados Unidos abriram uma segunda frente tarifária contra o Brasil em dois dias. A nova proposta prevê sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob o argumento de falha no controle da entrada de mercadorias feitas com trabalho forçado.
O USTR, órgão comercial do governo Trump, concluiu que 60 economias não barram ou não aplicam de forma efetiva regras contra a importação desse tipo de produto.
O Brasil entrou no grupo de 54 países classificados na alíquota mais alta, ao lado de Argentina, China, Japão, Reino Unido, Rússia, Coreia do Sul e Austrália.
Na avaliação americana, a legislação brasileira combate trabalho forçado dentro do país, mas não proibiria de forma clara a venda no mercado interno de bens fabricados total ou parcialmente nessas condições em outras economias.
Canadá, México, União Europeia, Equador, Indonésia e Paquistão ficaram na faixa de 10%, por terem regras ou compromissos parciais reconhecidos pelos EUA.
A medida ainda não está em vigor. O USTR abriu consulta pública e marcou audiência para 7 de julho, enquanto mantém outra proposta separada de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros por práticas comerciais consideradas desleais por Washington.

