A nova taxação proposta por Washington é menor que a de 2025, mas vem apoiada em uma lei comercial mais difícil de contestar.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos concluiu que práticas brasileiras em áreas como comércio digital, pagamentos eletrônicos, propriedade intelectual, etanol, tarifas preferenciais e desmatamento ilegal prejudicam empresas americanas.
Com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o governo Donald Trump propôs tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.
A medida pesa porque troca a base jurídica usada no tarifaço anterior por um instrumento comercial consolidado.
Em 2025, Trump elevou a taxação sobre produtos do Brasil, mas parte da medida foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro. Agora, a proposta passa por consulta pública antes da decisão final.
Nem todos os produtos entram na lista. Carne bovina, café, petróleo, fertilizantes, compostos farmacêuticos, aeronaves e peças de aviões aparecem entre as exceções citadas pela imprensa internacional.
O governo Lula tenta negociar. Segundo a Agência Brasil, Lula e Trump se reuniram em maio, na Casa Branca, e orientaram suas equipes a buscar uma saída para o impasse.
O prazo para comentários vai até 1º de julho, a audiência pública está marcada para 6 de julho e a decisão americana deve sair até 15 de julho.

