O apresentador Faustão, aos 76 anos, retornou às telas da TV Globo após um hiato de cinco anos, participando de uma entrevista tocante no programa Conversa com Bial, transmitida na madrugada de quarta-feira, 16. Afastado da televisão desde 2023, quando finalizou sua passagem pelo programa Faustão na Band, o comunicador compartilhou sua trajetória de enfrentamento a sérios problemas de saúde e a relevância da doação de órgãos.
O período desafiador para o artista foi marcado por intensos cuidados médicos e a realização de quatro transplantes de órgãos. Em agosto de 2023, ele passou por um transplante cardíaco devido à piora de uma insuficiência cardíaca. No mês seguinte, em abril de 2024, um transplante renal foi necessário, seguido por um transplante de fígado e um retransplante de rim em agosto de 2025, durante uma internação no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Aprendendo a ter paciência e resiliência
No decorrer da conversa, Faustão ressaltou que o tratamento o ensinou a desenvolver paciência e resiliência em meio às adversidades. Ele declarou: “Eu, que não tinha paciência para nada, fui doutrinado ou melhor, adestrado para ter paciência e resiliência. Foram quatro transplantes”.
Diante do quadro crítico, o apresentador decidiu seguir rigorosamente as orientações médicas, evitando opinar sobre seu próprio tratamento. Ele comentou: “Graças a Deus, confiei nos médicos certos e também na minha mulher, que me fez mudar bastante ao longo da vida. Não sou formado em medicina pela internet. Eu já estava no bico do corvo. Então, pensei: ‘É melhor ficar quieto e seguir direitinho o que eles mandarem’”.
Faustão expressou sua gratidão aos profissionais que o ajudaram, mencionando especificamente o médico Fernando Bacal, especialista em transplantes e vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein. Atualmente, ele mantém uma rotina dedicada à reabilitação física, praticando tai chi chuan, musculação e fisioterapia. “A rotina agora está muito boa. Fiquei muito tempo no hospital. Aí, você fica com dor nas costas e sai cheio de problemas. Mas não tive nenhum problema com os transplantes”, relatou.
A importância da doação de órgãos
Durante a entrevista, Faustão também abordou a relevância da doação de órgãos. Ele enfatizou: “A família também que estar consciente da vontade do doador. Que na hora, dependendo da situação, a família que vai resolver. Se você não sabe, cada doador pode doar 6, 7 órgãos. Além de ser uma demonstração de amor à vida, você consegue dar vida para 5, 6 pessoas”.



