O filme “Assalto à Brasileira” estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 5 de novembro, um ano após conquistar prêmios no 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
A produção foi premiada como Melhor Filme pelo Júri Popular, além de garantir o troféu de Melhor Ator para Murilo Benício e Melhor Ator Coadjuvante para Christian Malheiros.
Baseado no assalto ao Banestado, ocorrido em Londrina (PR) no dia 10 de dezembro de 1987, o longa-metragem conta a história de sete homens armados que mantiveram mais de 300 pessoas como reféns. Com um tom sério, mas ao mesmo tempo satírico, o filme apresenta um enredo que explora a complexidade da situação.
Contexto do assalto
O protagonista, Paulo, interpretado por Murilo Benício, é um jornalista recém-demitido que estava no banco para resolver questões de sua rescisão trabalhista no momento do assalto. Ele decide colaborar com os assaltantes, Moreno (Christian Malheiros) e Barba (Robson Nunes), durante as negociações com a polícia, em busca de um grande furo jornalístico.
O cerco do assalto atraiu uma multidão para os arredores do banco, e segundo relatos, muitos presentes torciam pelo sucesso dos assaltantes, refletindo o contexto de crise econômica enfrentado pelo Brasil na época. Este aspecto é habilmente retratado na ambientação do filme.
Histórias reais de reféns
Ao final da exibição, o filme apresenta depoimentos de reféns que viveram a experiência do assalto, reunidos em uma gravação que relembra suas histórias. Um dos relatos destaca que os assaltantes eram educados e não agrediram ninguém. Outro refém recorda que estava no local para retirar dinheiro e comprar ingressos para um show de Rita Lee.
Essas cenas com os depoimentos reais surgem logo após os 90 minutos de filme, antes dos créditos finais, trazendo uma reflexão sobre a realidade que inspirou a obra e o impacto emocional do ocorrido em 1987.


