A retirada do sigilo tornou públicos detalhes que aumentam a dimensão do caso envolvendo o filme sobre Jair Bolsonaro. A decisão mostra quais suspeitas levaram o ministro Flávio Dino, do STF, a autorizar 49 buscas e impor restrições aos investigados.
Mario Frias, Karina Gama e os demais atingidos pelas cautelares estão impedidos de deixar o país e de manter contato entre si, além de terem os passaportes recolhidos. Dino citou risco de combinação de versões, ocultação ou destruição de provas. As medidas são cautelares e não representam condenação.
A publicidade dos autos também permite enxergar uma investigação mais ampla que o repasse inicialmente associado às emendas. A PF analisa empresas, organizações e fluxos financeiros que chegaram à casa das centenas de milhões de reais. Esse valor corresponde à movimentação identificada entre empresas investigadas e não significa, por si só, que todo o montante tenha sido desviado.
Outro ponto aberto surgiu com a apreensão de sete armas registradas em nome de Frias em endereço diferente do declarado. A PF vai verificar se houve irregularidade nessa situação. Também vieram a público transferências de R$ 645,4 mil feitas pelo deputado à produtora GoUp, consideradas incompatíveis com sua renda pela investigação. Frias ainda não foi condenado por nenhum desses fatos.
O caso já alcançou a campanha presidencial: Flávio Bolsonaro criticou a operação e acusou Dino de interferência política. Flávio não é alvo da Operação Make Up, e ainda não há dado objetivo que permita medir eventual efeito eleitoral. A análise dos materiais apreendidos e dos fluxos financeiros será decisiva para os próximos passos.
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