A pré-campanha de Flávio Bolsonaro tenta conter a perda de fôlego provocada pelos áudios ligados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Pesquisas divulgadas após o vazamento mostram piora no desempenho do senador do PL. No levantamento Meio/Ideia, Flávio caiu 3,9 pontos no primeiro turno. Já a pesquisa Real Time Big Data desta segunda-feira (1º) mostra Lula com 38% e Flávio com 31% na disputa inicial. Em eventual segundo turno, Lula aparece com 45%, contra 40% do filho mais velho de Jair Bolsonaro.
Nos bastidores da direita, a dúvida é como recompor a candidatura sem perder o núcleo bolsonarista mais fiel. Uma ala defende concentrar o discurso em pautas de costume, segurança pública e aproximação com os Estados Unidos, temas que falam diretamente à base mais leal. A viagem de Flávio a Washington e o encontro com Donald Trump entraram nessa tentativa de reposicionar a campanha.
Outro grupo avalia que a campanha precisa recuperar eleitores de direita mais moderados, especialmente os que se afastaram após o caso Vorcaro. Essa fatia pode ser decisiva em uma disputa apertada, mas exige um discurso menos dependente da mobilização ideológica e mais voltado a economia, gestão e confiança pública.
O caso Vorcaro segue como ponto sensível. Flávio nega irregularidades e diz que tratou de financiamento privado para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A campanha tenta evitar que o desgaste abra espaço para outros nomes da direita antes da definição formal das candidaturas.





