Flávio Bolsonaro voltou a colocar a segurança pública no centro da pré-campanha e usou uma fala direta contra integrantes do CV e do PCC.
Em entrevista, o senador afirmou que, a partir de janeiro de 2027, membros das facções deveriam “ir embora do país” ou seriam presos ou “neutralizados” pelas forças de segurança. A frase segue a linha de enfrentamento duro ao crime organizado que Flávio tenta associar ao seu projeto nacional.
O discurso se aproxima da vitrine usada por Ronaldo Caiado em Goiás. O governo goiano apresenta queda nos principais indicadores criminais desde 2019 e cita redução de homicídios, roubos e crimes patrimoniais como resultado de integração policial, investimento e inteligência.
Na gestão Caiado a frase: “Ou bandido muda de profissão ou muda de Goiás” tornou-se um símbolo do governo do goiano.
Flávio tenta levar essa agenda para a disputa presidencial, com promessa de endurecer a ação contra facções e ampliar o uso de tecnologia na fiscalização do Estado. A estratégia mira um tema de alta pressão popular, mas também coloca a campanha diante de cobranças sobre limite legal, coordenação federal e execução prática das propostas.
A pré-campanha ainda não apresentou um plano fechado para segurança pública.

