Flávio Bolsonaro defendeu aos Estados Unidos que o Pix não seja conectado a sistemas internacionais de pagamento “não ocidentais”.
A proposta foi enviada ao USTR, órgão comercial do governo Donald Trump que avalia uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. No documento, o senador do PL-RJ pede a suspensão da medida por 180 dias e a abertura de uma negociação bilateral.
Na carta, Flávio afirma que o Pix é uma infraestrutura pública brasileira e diz que as acusações de conflito de interesse feitas pelos EUA são “exageradas”. Ele compara o sistema ao FedNow, plataforma de pagamentos instantâneos operada pelo banco central americano.
O senador também defende empresas privadas de pagamento. Segundo ele, cartões de crédito e débito oferecem funções que o Pix não substitui, como crédito ao consumidor, parcelamento, contestação de cobranças e estorno.
O ponto mais sensível está na proposta de compromisso legislativo para impedir que o Pix seja integrado a arranjos internacionais fora do eixo ocidental. O governo Lula reagiu e voltou a dizer que o sistema brasileiro é inegociável.
A audiência pública do USTR está marcada para 6 e 7 de julho, em Washington. Flávio aparece na lista oficial de participantes do dia 7.

