A pré-campanha de Flávio Bolsonaro entrou numa fase mais delicada: depois de montar palanques regionais, o senador agora tenta organizar a comunicação para alcançar o eleitor que rejeita radicalização.
A meta, segundo relatos de bastidor publicados neste sábado, 11, é reduzir desgaste entre moderados e evitar erros de campanhas anteriores.
A movimentação inclui reforço na equipe e procura por nomes com experiência em marketing político e estratégia eleitoral. Entre os citados está Marcos Carvalho, da AM4, para atuar com planejamento e inteligência de dados.
A coordenação política geral deve ficar com o senador Rogério Marinho, um dos principais articuladores do PL no plano nacional.
O movimento ocorre num cenário em que Flávio tenta se apresentar como herdeiro do bolsonarismo sem repetir integralmente o estilo do pai.
Desde dezembro, a candidatura dele foi tratada como irreversível pelo próprio senador, com apoio público de Jair Bolsonaro e respaldo de aliados como Tarcísio de Freitas.
Ao mesmo tempo, parte do entorno da direita ainda vê a necessidade de ampliar a conversa para além da base mais fiel, especialmente diante da resistência que o sobrenome Bolsonaro provoca em parcelas do eleitorado.
Nos bastidores, o teste real dessa estratégia será saber se Flávio consegue trocar a marca do confronto por uma imagem de viabilidade nacional sem perder a militância que sustenta sua candidatura desde o primeiro dia.

