quinta-feira, abril 23, 2026

Flávio testa o limite da própria direita e sofre primeiras críticas ao avançar pelo centro ideológico

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O voto de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a favor do projeto que criminaliza a misoginia abriu um desgaste incômodo dentro do bolsonarismo. A proposta foi aprovada por unanimidade no Senado, por 67 votos a 0, e seguiu para a Câmara, mas a reação negativa veio logo depois, puxada por setores mais radicais da direita.

Nas redes, o ataque veio de dentro da própria família política.

Eduardo Bolsonaro afirmou que o projeto deveria ser “completamente repudiado” e disse não aceitar que o bolsonarismo fosse levado para uma agenda “agressivamente antimasculina”.

A deputada Bia Kicis também elevou o tom e chamou a proposta de “projeto de divisão e ódio entre homens e mulheres”, prometendo atuar para derrotá-la na Câmara.

Na rede social X, os ataques a Flávio Bolsonaro foram bastante duros e partiu essencialmente da militância conservadora.

O episódio expõe uma divisão que deve marcar a direita em 2026. De um lado, há um campo mais institucional, que tenta ampliar alcance e evitar confronto com pautas de forte apelo social.

De outro, segue ativa uma base ideológica mais rígida, que vê nesse tipo de proposta um risco de excessos legais e de ampliação punitiva.

O desgaste de Flávio nasce justamente aí: como presidenciável, ele precisa falar para além da bolha, mas continua vigiado por um eleitorado que cobra alinhamento total em temas morais e culturais.

Até aqui, a justificativa pública de Flávio para o voto não apareceu com a mesma força das críticas feitas por aliados.

Isso amplia o ruído político e deixa espaço para que adversários e a ala mais radical da direita disputem a narrativa.

Na Câmara, o projeto deve virar palco de uma briga maior sobre liberdade de expressão, ativismo judicial e expansão penal. Mais do que o texto em si, o caso virou um teste sobre até onde a direita aceita ajustar o discurso sem rachar por dentro.

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