Goiás entrou em situação de emergência em saúde pública por causa do avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave.
O decreto, assinado por Daniel Vilela e publicado no Diário Oficial, vale por 180 dias e libera medidas imediatas para reforçar a rede de atendimento.
Na prática, a medida autoriza a instalação do COE-SRAG, centro que passa a coordenar o monitoramento da crise, além de acelerar compra de insumos, cessão de equipamentos, contratação de serviços e outras ações emergenciais.
O texto do decreto cita a pressão sobre leitos de UTI e de suporte ventilatório para adultos e crianças.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, Goiás soma 2.560 casos de SRAG em 2026 até esta quinta-feira (16). Desse total, 126 foram associados à influenza, 49 à covid-19, 987 a outros vírus respiratórios e 922 seguem sem especificação.
Em paralelo, o cenário nacional segue em alerta: o boletim InfoGripe aponta Goiás entre os estados com sinal de crescimento de SRAG e com avanço de casos ligados à influenza A.
A campanha de vacinação contra a gripe começou em 28 de março. Goiás recebeu 436 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde, e a mobilização segue até 30 de maio, com foco nos grupos prioritários e meta de ao menos 90% de cobertura.
Veículos locais informam que a cobertura atual está em 16,19%, número ainda baixo para o momento de maior circulação dos vírus respiratórios.
O próximo teste do decreto será rápido: ampliar atendimento e vacinação antes que a pressão sobre os leitos piore com a chegada das semanas mais frias.

