O Banco Central cortou a Selic para 14,25% ao ano, mas a ata do Copom deixou uma mensagem dura para famílias e empresas: o crédito deve continuar caro.
A taxa básica caiu 0,25 ponto percentual na última reunião, mas o BC não prometeu nova sequência de cortes. A decisão ficou amarrada à inflação, às expectativas do mercado e aos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre combustíveis, alimentos e commodities.
Na prática, isso pesa no cartão, no cheque especial, no financiamento da casa, no parcelamento do carro e no capital de giro das empresas. Quando a Selic fica alta, bancos cobram mais para emprestar e o consumo perde força.
O mercado também ajustou a conta. O Boletim Focus passou a prever Selic de 14% no fim de 2026, acima da estimativa anterior. A inflação projetada segue acima da meta, e a discussão sobre gasto público entra no cálculo do BC antes da campanha eleitoral ganhar mais peso.
A próxima decisão do Copom está marcada para 4 e 5 de agosto.

