Pesquisadores da Coreia do Sul testaram uma lente de contato capaz de enviar pequenos estímulos elétricos pela retina e modular áreas do cérebro ligadas ao humor.
O estudo, publicado na Cell Reports Physical Science, foi feito em camundongos com sinais associados à depressão.
Após três semanas de uso, com sessões diárias de 30 minutos, os animais tratados apresentaram melhora em comportamento, conexão cerebral e marcadores biológicos.
O resultado foi comparado ao efeito da fluoxetina, princípio ativo do Prozac, em outro grupo de animais.
A lente usa eletrodos ultrafinos e transparentes para aplicar uma técnica chamada interferência temporal, que combina sinais elétricos de alta frequência e ativa neurônios a partir da retina.
Apesar do avanço, a tecnologia ainda está longe dos consultórios. Especialistas destacam que os dados vêm de testes em animais e não podem ser tratados como cura ou substituto para terapias já aprovadas.
Os pesquisadores ainda precisam tornar a lente sem fio, testar segurança em animais maiores e só depois avaliar ensaios clínicos em humanos.

