Confirmado pelo PT como candidato à reeleição neste domingo (2), Lula abriu a campanha prometendo recuperar espaço do Executivo sobre o Orçamento e resistir à pressão estrangeira. Geraldo Alckmin, do PSB, permanece como vice.
Lula criticou o crescimento das emendas parlamentares e afirmou que haverá “briga democrática” para rever a divisão dos recursos públicos.
O presidente sustenta que deputados e senadores ampliaram sua influência enquanto o governo perdeu capacidade para financiar políticas nacionais.
A promessa atinge um ponto sensível da relação com o Congresso. Partidos que integram a base governista também controlam grandes volumes de emendas e dificilmente aceitarão devolver poder ao Planalto.
A fala indica disputa institucional, não rompimento imediato: Lula ainda depende dessas siglas para aprovar projetos e sustentar sua campanha nos estados.
O segundo eixo foi a soberania. Pressionado pelas medidas do governo Donald Trump e pelo apoio externo a Flávio Bolsonaro, Lula defendeu investimentos em
Defesa e proteção de minerais estratégicos contra interferências dos Estados Unidos, da China ou de qualquer outra potência.
Lula começa a campanha na liderança. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, feita de 22 a 27 de julho, mostrou o petista com 49,2% contra 42,9% de Flávio no segundo turno.
O próximo teste será a reação dos presidentes da Câmara e do Senado e dos partidos beneficiados pelas emendas.

