A crise aberta pelos áudios entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro recolocou Michelle Bolsonaro nas conversas da direita, mas ainda sem aval formal do PL.
Nos bastidores e em grupos bolsonaristas, apoiadores passaram a defender a ex-primeira-dama como alternativa para segurar parte do eleitorado conservador, principalmente entre mulheres e evangélicos.
O movimento cresceu depois que lideranças religiosas demonstraram incômodo com a relação de Flávio com o ex-banqueiro do Banco Master.
A resistência, porém, segue forte dentro do próprio núcleo familiar. Segundo relato atribuído a Flávio, Jair Bolsonaro teria descartado a hipótese de Michelle disputar a Presidência em 2026 e pedido ao filho que mantivesse a pré-campanha.
Aliados do senador também tentam reduzir o desgaste e tratar o caso como financiamento privado para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19) também limita o argumento eleitoral pró-Michelle.
Em um primeiro turno hipotético contra Lula, ela aparece com 23,4%, enquanto o presidente marca 47,0%. Flávio, no mesmo levantamento, tem 34,3% contra 47,0% de Lula no primeiro turno e 41,8% contra 48,9% no segundo.
A troca segue como pressão de apoiadores, não como decisão partidária.





