Mulher que controlava HIV sem remédios vira pista para novas terapias

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Cientistas estudam um grupo raríssimo de pessoas com HIV que consegue manter o vírus sob controle sem usar antirretrovirais.

O objetivo é entender se essa resposta natural pode ajudar no desenvolvimento de novas formas de tratamento.

Um dos casos mais acompanhados foi o de Loreen Willenberg, americana diagnosticada com HIV em 1992. Por décadas, ela manteve carga viral indetectável sem medicação.

Pesquisadores do Ragon Institute, ligado ao Mass General Brigham, MIT e Harvard, analisaram mais de 1 bilhão de células dela e não encontraram HIV intacto. Willenberg faleceu em abril de 2026, aos 71 anos, após enfrentar um câncer.

Essas pessoas são chamadas de “controladoras de elite”. Elas representam cerca de 0,5% dos indivíduos que vivem com HIV.

Estudos indicam que, em alguns casos, o vírus fica preso em áreas pouco ativas do DNA, chamadas “desertos genéticos”, onde perde capacidade de se multiplicar.

A descoberta ainda não significa uma cura disponível.

Hoje, os antirretrovirais seguem como tratamento padrão e permitem que milhões de pessoas vivam com o vírus sob controle.

Segundo UNAIDS e OMS, 40,8 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo em 2024, e 31,6 milhões tinham acesso à terapia antirretroviral.

A próxima etapa dos estudos é tentar reproduzir, com vacinas terapêuticas ou novas drogas, a resposta imunológica observada nesses pacientes raros.

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