A eliminação para a Noruega abriu o debate mais duro sobre o legado de Neymar na Seleção.
O camisa 10 deixou o gramado do MetLife Stadium aos prantos após a derrota do Brasil por 2 a 1, nas oitavas da Copa do Mundo de 2026.
Ele entrou no segundo tempo, marcou de pênalti nos acréscimos, mas o gol não evitou a queda brasileira, a pior campanha do país em Mundiais desde 1990.
Nas redes, o choro dividiu torcedores.
Para fãs, a cena resumiu a dor de um jogador que tentou voltar, enfrentou lesões e carregou durante anos o peso técnico e emocional da camisa 10.
Para críticos, os prantos vieram junto com uma cobrança antiga: polêmicas, desgaste físico, falta de foco em momentos decisivos e quatro Copas sem conseguir liderar o Brasil ao título.
A conta esportiva é dura. Neymar deixa números enormes, gols importantes e talento acima da média. Mas sai sem Copa do Mundo.
Pela Seleção, o ouro olímpico de 2016 virou o marco principal da geração, com a Copa das Confederações de 2013 no currículo, mas distante do peso de um Mundial.
Também sobra uma cobrança à CBF e às comissões técnicas que passaram pelo ciclo. O Brasil apostou por tempo demais na recuperação de um craque, sem construir uma equipe capaz de jogar bem quando ele não estava inteiro.
Se a despedida for confirmada, Neymar termina como um dos maiores talentos brasileiros do século, mas também como o símbolo de uma Seleção que teve brilho individual e pouco comando coletivo nos jogos que definem Copa.
Agora, a reconstrução começa sem esconder o problema: o Brasil precisa formar um time antes de procurar um novo salvador.

