Ancelotti tem até 2030 para devolver o Brasil ao topo

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A queda para a Noruega encerrou a Copa de 2026 e jogou a Seleção no ponto mais incômodo de sua história recente.

Carlo Ancelotti fica com a missão de reconstruir o futebol brasileiro até 2030, após a maior seca do país desde que o Brasil aprendeu a ganhar Copas. O último título mundial veio em 2002. A próxima chance será só daqui a quatro anos.

O ciclo que terminou nos Estados Unidos mostrou um problema que vai além de um jogo ruim. O Brasil trocou técnicos, perdeu padrão, envelheceu referências e passou tempo demais esperando que Neymar resolvesse um projeto que já não podia depender de um jogador só.

A era Neymar chega ao fim com talento, números grandes e o ouro olímpico de 2016 como principal conquista pela Seleção. Mas também termina sem Copa, sem liderança plena nos mata-matas e com a sensação de que o país demorou demais para preparar o depois.

Ancelotti terá de fazer o que a CBF adiou por duas décadas: montar um time. Não um grupo de nomes fortes, não uma vitrine de atacantes, não uma Seleção presa ao peso da camisa. Um time com meio-campo competitivo, defesa estável, pressão coordenada e jogadores prontos para sofrer sem desmontar.

A cobrança agora muda de endereço. O problema não é procurar um novo Neymar. É parar de precisar de um salvador.

Até 2030, Ancelotti terá tempo, contrato e autoridade. Se a CBF atrapalhar menos, o Brasil pode enfim começar uma reconstrução de verdade.

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