PT apoia reeleição de Hugo Motta na presidência da Câmara dos Deputados

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O Partido dos Trabalhadores (PT) manifestou apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos) para a presidência da Câmara dos Deputados.

A informação foi apurada pelo analista político da CNN, Pedro Venceslau, durante o programa CNN 360°.

Essa movimentação ocorre em resposta à crescente pressão do Partido Liberal (PL), que, após aumentar sua bancada para 120 parlamentares — a maior do Congresso Nacional, tanto na Câmara quanto no Senado —, passou a reivindicar o comando da Casa.

Entre os nomes do PL cotados para a disputa pela presidência da Câmara estão Altineu Cortes e Sóstenes Cavalcante. Este último afirmou que a decisão sobre quem será o candidato será tomada internamente no partido. Ambos já estão buscando aliados em outras legendas, com vistas à eleição marcada para fevereiro do ano que vem.

Estratégia de Hugo Motta e apoio do Centrão

Em antecipação às articulações do PL, Hugo Motta formou um bloco partidário em defesa de sua recondução à presidência da Câmara. O grupo conta com a adesão de União, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Solidariedade e Podemos — oito partidos do Centrão que, juntos, já constituem a maioria no Congresso Nacional.

A distribuição dos cargos dentro desse bloco será definida de acordo com o tamanho de cada bancada, com a primeira vice-presidência destinada ao União, a segunda ao PP, entre outras definições. Nesse contexto, o PT se uniu ao grupo e iniciou diálogos com Hugo Motta, visando garantir a recondução de um de seus membros à Secretaria-Geral ou à Primeira Secretaria da Casa, uma posição estratégica que funciona como uma espécie de prefeitura da Câmara dos Deputados.

Esse arranjo repetiria um acordo anterior, onde o PT apoiou a eleição de Hugo Motta para a presidência e, em contrapartida, obteve a secretaria da presidência.

Articulações do PL no Senado e desafios

Para o PL, a estratégia de conquista da presidência da Câmara também depende de uma articulação no Senado. Membros do partido reconhecem que não seria viável para a sigla comandar simultaneamente as duas Casas. Caso Flávio Bolsonaro (PL-RJ), considerado favorito para a presidência do Senado, opte por abrir mão do cargo, Rogério Marinho poderia ser cotado para outra posição, permitindo que um nome do Centrão, como Tereza Cristina, assumisse a presidência do Senado. Isso liberaria o PL para concorrer à presidência da Câmara.

Esse tipo de aliança também dependeria do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas negociações; segundo informações obtidas, esse consentimento já teria sido dado.

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