A escolha de Luis Cesar Bueno resolve a vaga do PT ao governo de Goiás, mas confirma uma saída de contenção: o partido abriu mão do nome mais competitivo para proteger a chapa federal.
A executiva estadual definiu nesta segunda-feira (8) o ex-deputado estadual como pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas.
A decisão veio após a desistência de Flávio Faedo e depois de investidas internas para convencer Adriana Accorsi a entrar na disputa estadual. Ela preferiu buscar a reeleição à Câmara, onde o PT tenta evitar perda de espaço em 2026.
Luis Cesar não chega como improviso completo. Foi vereador em Goiânia, deputado estadual por quatro mandatos e tem longa presença na vida interna do PT goiano.
O problema é transformar história partidária em voto fora da militância, num estado em que o governo opera com a máquina estadual e a direita tenta ocupar o voto anti-PT.
A Paraná Pesquisas, em maio, ajuda a medir a dificuldade. No teste em que aparece como opção, Luis Cesar marcou 3,9%, distante de Daniel Vilela, Marconi Perillo e Wilder Morais.
A escolha cumpre duas funções imediatas: garantir palanque para Lula em Goiás e liberar Adriana para puxar votos proporcionais.
O primeiro teste será unir a Frente Democrática.
O PDT já avisou que não dará apoio automático e quer conversar também com Daniel Vilela e Marconi Perillo.
Sem essa costura, o PT corre o risco de lançar candidato ao governo e ainda entrar dividido na disputa por Brasília.

