quinta-feira, abril 23, 2026

Saúde mental de meninas piora e IBGE acende novo alerta

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A nova PeNSE expôs um desequilíbrio que chama atenção nas escolas brasileiras: 25% das meninas de 13 a 17 anos disseram sentir, na maioria das vezes ou sempre, que a vida não vale a pena ser vivida. Entre os meninos, o índice foi de 12%.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, feita pelo IBGE em 2024 com 118.099 estudantes de escolas públicas e privadas. No total, 18,5% dos adolescentes relataram esse sentimento nos 30 dias anteriores à pesquisa.

O levantamento também mostrou tristeza frequente em 28,9% dos alunos, irritação ou mau humor constante em 42,9% e impulso de se machucar de propósito em 32%. Em todos esses indicadores, as meninas aparecem em situação pior.

No recorte por sexo, 41% das meninas disseram se sentir tristes com frequência, ante 16,7% dos meninos.

Já a sensação de estar irritada, nervosa ou mal-humorada por qualquer coisa atingiu 58,1% delas, contra 27,6% deles. No indicador sobre vontade de se machucar, a diferença também foi larga: 43,4% entre meninas e 20,5% entre meninos.

A pesquisa ainda registrou queda na satisfação com o próprio corpo. Em 2024, 58% dos estudantes disseram estar satisfeitos com a imagem corporal, abaixo dos 66,5% de 2019 e dos 70,2% de 2015. Entre as meninas, 36,1% declararam insatisfação com o corpo, quase o dobro do percentual dos meninos, de 18,2%.

O retrato reforça a pressão por ações mais objetivas de prevenção, acolhimento e cuidado em saúde mental dentro e fora da escola, com atenção especial às adolescentes, que concentram os piores indicadores do levantamento.

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