O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar conter propostas que podem custar mais de R$ 270 bilhões aos cofres públicos, segundo cálculo da equipe econômica divulgado pelo g1.
A pauta mais cara é o projeto que renegocia dívidas de produtores rurais.
O texto, já aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos, cria uma linha especial com juros menores, prazo de até 10 anos e possibilidade de suspensão temporária de cobranças. A Fazenda estima impacto de R$ 120 bilhões em dez anos.
Outra proposta sob pressão é a PEC dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias.
O texto concede aposentadoria integral e com paridade a servidores da categoria.
A Câmara aprovou a medida em 2025, e a proposta tramita no Senado. O impacto calculado pelo governo é de R$ 99 bilhões.
Também entra na conta o piso nacional para médicos e cirurgiões-dentistas, aprovado no Senado e enviado à Câmara.
O texto fixa salário mínimo de R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais.
A equipe econômica calcula custo de R$ 47 bilhões. O governo ainda tenta adiar a PEC que aumenta temporariamente repasses ao Fundo de Participação dos Municípios, com impacto estimado em R$ 10 bilhões neste ano.
As votações pressionam a Fazenda em ano eleitoral e contrastam com o discurso de controle de gastos defendido por parte dos parlamentares. O governo tenta negociar mudanças antes que as propostas avancem no Congresso.

