A investigação foi além de prints enviados por consumidores.
Servidores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios se cadastraram na Blaze como clientes para acompanhar e preservar mensagens promocionais enviadas pela plataforma.
O material integra a ação civil pública que pede pelo menos R$ 120 milhões por danos morais coletivos contra a empresa e Virginia Fonseca.
Segundo a petição, os investigadores monitoraram e-mails de marketing e guardaram dados como remetente, destinatário, data, horário e conteúdo integral.
O objetivo era manter a cadeia de custódia digital, registro usado para demonstrar que a prova não foi alterada.
O MP afirma ter identificado ofertas com linguagem persuasiva, urgência artificial e forte apelo comercial.
Condições importantes apareceriam no rodapé e em letras menores. A Promotoria sustenta que a estratégia pode configurar publicidade enganosa por omissão.
A ação também acusa Virginia de incentivar seguidores a apostar durante a Copa do Mundo de 2026 sem deixar suficientemente claro, em conteúdos citados pelo MP, o caráter publicitário da divulgação.
O órgão pede ainda a retirada de peças consideradas irregulares e medidas de proteção aos consumidores.
A defesa de Virginia nega conluio, atuação predatória e intenção de prejudicar consumidores. A Blaze afirma que ainda não foi formalmente intimada e diz atuar em conformidade com as regras brasileiras.
O pedido de urgência ainda depende de análise da Justiça do Distrito Federal.

