quinta-feira, abril 23, 2026

Tarcísio segue na frente, mas Haddad encosta e muda o clima da disputa em SP

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A folga de Tarcísio de Freitas na corrida pelo governo de São Paulo diminuiu e a pré-campanha entrou em outra fase.

Na pesquisa Atlas/Estadão divulgada em 30 de março, o governador aparece com 49,1% das intenções de voto, contra 42,6% de Fernando Haddad no primeiro turno.

O número embaralha a leitura que predominava até a semana passada. Em 23 de março, um levantamento Veritá mostrava Tarcísio com 55% e Haddad com 37%, um cenário bem mais confortável para o atual governador.

Como são institutos diferentes, a comparação exige cuidado, mas a fotografia mais recente reduziu a sensação de favoritismo largo e recolocou Haddad no jogo.

O efeito imediato para Tarcísio é pressão por ajuste de rota. A tendência é de reforço das agendas de gestão, mais presença no interior e discurso menos disperso em temas nacionais, para evitar que a eleição seja puxada para uma disputa puramente ideológica.

No segundo turno, a Atlas/Estadão ainda dá vantagem ao governador, por 53,5% a 43,2%, o que mantém Tarcísio em posição melhor, mas já sem o conforto de uma campanha em ritmo de espera.

Para Haddad, o ganho foi direto: ele deixou de parecer apenas um nome de marcação de território e passou a ser tratado como adversário competitivo.

Isso tende a destravar apoios, melhorar o humor de aliados, acelerar conversas com partidos de centro e aumentar a pressão por uma pré-campanha mais visível e organizada. Em disputa apertada, cada aliança regional, cada prefeito e cada movimento de vice passam a valer mais.

A consequência política mais rápida é simples: Tarcísio continua favorito, mas agora precisa correr para confirmar a vantagem; Haddad ainda não virou o jogo, mas ganhou razão concreta para ampliar a ofensiva antes que a janela feche.

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