O governo federal atualizou em 7 de abril o cadastro de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. A nova versão inclui a BYD Auto do Brasil e o cantor Amado Rodrigues Batista, nome civil de Amado Batista.
No documento oficial, a BYD aparece ligada a um caso de 2024 em Camaçari, na Bahia, com 163 trabalhadores envolvidos. A Reuters informou que a inclusão decorre do escândalo trabalhista revelado na obra da fábrica e que a entrada no cadastro pode restringir o acesso da empresa a certas linhas de crédito, embora não paralise a operação industrial.
Já Amado Batista foi incluído em duas ocorrências registradas em Goianápolis, em Goiás: uma no Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e outra no Sítio Recanto da Mata, com quatro. O nome só entra na lista após decisão administrativa definitiva, sem possibilidade de recurso, conforme as regras do próprio cadastro.
A versão mais recente do cadastro foi atualizada em 07/04/2026 e mantém a lógica de dar publicidade a casos já concluídos na esfera administrativa. No texto-base enviado, também consta que a atualização acrescentou 169 empregadores e retirou 225 que cumpriram o período previsto no cadastro.

