A tragédia na Venezuela entrou em uma fase ainda mais grave nesta sexta-feira (26).
Mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas após dois fortes terremotos que atingiram o país, segundo estimativa citada pelo chefe humanitário da ONU. O governo venezuelano atualizou o balanço para 920 mortos e mais de 3,3 mil feridos.
O número de desaparecidos não significa, neste momento, total de mortos. Ele reúne pessoas ainda não localizadas por parentes, autoridades e equipes de resgate em meio à destruição, falhas de comunicação e dificuldade de acesso às áreas mais atingidas.
Os tremores, registrados na quarta-feira (24), tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e atingiram regiões próximas a Caracas. La Guaira, na costa venezuelana, aparece entre os pontos mais afetados, com prédios destruídos e moradores buscando familiares entre os escombros.
A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que as equipes trabalham sem pausa para tentar encontrar sobreviventes. Segundo ela, dezenas de pessoas foram resgatadas com vida.
A operação, porém, enfrenta falta de equipamentos pesados, dificuldade de deslocamento e pressão crescente de famílias que ainda aguardam notícias.
Equipes estrangeiras começaram a chegar ao país para apoiar as buscas. México, Colômbia, El Salvador e Espanha estão entre os países que enviaram socorristas ou ajuda.
A prioridade agora é ampliar o resgate nas primeiras horas decisivas, confirmar a lista de desaparecidos e atualizar o balanço oficial de mortos e feridos.

