A notícia de que Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos surpreendeu integrantes de seu próprio grupo político.
Desde segunda-feira (26), aliados relatam dificuldades para falar com o senador, que havia anunciado a intenção de liderar a oposição após perder a eleição presidencial para Lula.
Segundo apurações da imprensa, parlamentares e dirigentes do PL foram informados sobre a suposta viagem pelos noticiários. O desconforto é especialmente relevante entre aliados que defendiam uma reorganização da direita, com Flávio à frente das negociações no Congresso e da articulação política para 2030.
Entre os setores mais próximos da família Bolsonaro, ganha força a interpretação de que uma eventual permanência nos Estados Unidos poderia ser apresentada como resposta a uma suposta perseguição política. Aliados discutem a possibilidade de um pedido de asilo, mas não há confirmação de que ele tenha sido formalizado.
A situação jurídica também pesa. Flávio é investigado em inquéritos no STF e recebeu uma ordem de restrição de viagem. O senador nega irregularidades e considera a medida uma tentativa de intimidação. As investigações não representam condenação.
Politicamente, a ausência de esclarecimentos cria dificuldades para seus aliados. Enquanto uma corrente pretende sustentar a narrativa de perseguição, outra teme que a controvérsia prejudique a reorganização da oposição e estimule a busca por novas lideranças.
A saída do Brasil foi relatada por fontes ouvidas pela imprensa e funcionários do governo dos Estados Unidos confirmaram que ele está e voo ao país. A próxima manifestação de Flávio será importante para esclarecer seu paradeiro e definir como pretende exercer a liderança que reivindicou após as urnas.
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