quinta-feira, abril 23, 2026

Vice de Daniel não é só palanque; é teste de sucessão e lealdade

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A disputa pela vice de Daniel Vilela virou um filtro de confiança, não apenas de densidade eleitoral.

Com Daniel já no governo desde 31 de março, a vaga deixou de ser acessória e passou a ser tratada na base como peça de estabilidade para 2030, justamente porque o futuro vice pode assumir o comando do Estado se houver desincompatibilização para uma eventual corrida ao Senado no fim do próximo ciclo.

Nesse recorte, Luiz Carlos do Carmo e José Mário Schreiner largam com uma vantagem política importante: são nomes vistos como mais orgânicos ao arranjo montado por Caiado e Daniel, sem aparência de projeto paralelo.

Luiz do Carmo agrega o campo evangélico e uma rede familiar com influência política e religiosa; Schreiner fala com o agro, setor que segue central na sustentação do caiadismo.

Não por acaso, fontes da base ouvidas pelo Jornal Opção colocam hoje os dois como favoritos dentro do PSD.

Gustavo Mendanha continua competitivo, sobretudo pelo peso em Aparecida de Goiânia e na região metropolitana, mas carrega uma dúvida que a base não ignora: ele é ativo eleitoral, porém também é um nome de voo próprio.

A volta ao PRD nesta janela preservou sua presença no jogo, mas reforçou a leitura de que sua eventual escolha exigiria mais garantias políticas do que as cobradas de outros cotados. Para um grupo que quer atravessar 2026 sem abrir flanco interno para 2030, esse detalhe pesa muito.

No fundo, a base de Caiado e Daniel não procura apenas alguém que some votos à direita.

Procura um vice que ajude a ganhar, aceite governar sem emancipação precoce e entenda que a sucessão de 2030 não será decidida no improviso nem na ansiedade.

Em Goiás, a vice virou menos uma recompensa e mais um contrato de lealdade de longo prazo.

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