Se o VAR não tivesse anulado seu gol contra a Escócia, Vini Jr. estaria ao lado de Messi na artilharia da Copa. O detalhe pesa.
O camisa 7 marcou duas vezes na vitória do Brasil por 3 a 0, em Miami, chegou a quatro gols no Mundial e virou o principal nome da Seleção de Carlo Ancelotti. Contra a Escócia, Vini abriu o placar, teve um gol anulado após revisão no vídeo e voltou a marcar antes do intervalo.
Matheus Cunha fechou a conta no segundo tempo. A atuação confirmou uma mudança que já vinha aparecendo desde os primeiros jogos: o Brasil ainda celebra a volta de Neymar, mas a referência técnica e emocional do time passou para Vini Jr. Ele acelera, decide, incomoda a defesa e chama o jogo quando a Seleção precisa sair da dúvida.
Não é pouca coisa. Depois de uma estreia travada contra o Marrocos e de uma vitória ainda irregular sobre o Haiti, o Brasil encontrou contra a Escócia seu jogo mais convincente na Copa. A leitura de Ancelotti também melhora quando o time pressiona alto, recupera perto da área e usa Vini como ponto de ruptura.
Quando a bola chega limpa nele, o Brasil deixa de girar sem ferir e passa a atacar de verdade. A Seleção avança em primeiro no grupo, com sete pontos, defesa sem sofrer gols nos dois últimos jogos e Vini Jr. na briga direta pela artilharia. O próximo teste será na segunda-feira, pelos 16 avos de final, contra o segundo colocado do Grupo F.

