quarta-feira, abril 22, 2026

Wilder testa a mística de 2022, mas a disputa de 2026 cobra mais do que fé no voto bolsonarista

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A aposta de Wilder Morais é clara: repetir no governo o que funcionou na corrida ao Senado, quando venceu em 2022 com 799.022 votos e 25,25% dos válidos, surfando a reta final do eleitorado bolsonarista. O problema é que eleição para governador não costuma perdoar campanha morna, pouca presença no interior e articulação frouxa com a base proporcional.

Wilder não está parado por completo. O PL colocou o Rota 22 na rua, com agendas em regiões do estado, evento em Formosa e previsão de passagem por 51 municípios, além de ter recebido agora o apoio do Novo. Ainda assim, o retrato dominante na política goiana é de um pré-candidato que se move menos do que os aliados gostariam e que ainda convive com ruídos dentro do próprio campo, como mostrou sua ausência no ato da direita com Gustavo Gayer e Nikolas Ferreira, em Goiânia.

O contexto local também mudou de tamanho. Desde 31.mar.2026, Daniel Vilela virou governador com a saída de Ronaldo Caiado para a disputa presidencial e passou a carregar a máquina estadual com discurso de continuidade. Nas pesquisas de abril, Daniel segue na dianteira: o Paraná Pesquisas e o Gerp o mostram com vantagem ampla, enquanto o Veritá indica Wilder em segundo lugar e mais competitivo. Os números divergem sobre o tamanho do avanço de Wilder, mas convergem num ponto mais importante: hoje ele ainda corre atrás de quem ocupa o Palácio.

É aí que nasce a irritação de parte dos aliados. Senado admite arrancada tardia; governo exige rede, candidato visível, palanque regional, pré-candidatos a deputado mobilizados e sensação de projeto vivo antes da campanha esquentar. Wilder pode, sim, crescer com o voto em bloco bolsonarista no fim. Mas, se deixar a estrutura esfriar agora, corre o risco de chegar à reta decisiva com barulho digital e musculatura territorial insuficiente para transformar entusiasmo em maioria.

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