quinta-feira, abril 23, 2026

Zema deixa o governo, recusa papel de vice e mexe no tabuleiro de Minas

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A saída de Romeu Zema do governo de Minas para disputar a Presidência ampliou seu espaço nacional, mas o efeito mais imediato foi em casa: a sucessão mineira entrou de vez em fase decisiva, com Mateus Simões no comando do estado e a direita ainda longe de um arranjo estável.

O gesto ganha peso porque Zema já havia descartado ser vice de Flávio Bolsonaro. À CNN Brasil, ele afirmou que levaria sua campanha “até o final” e rejeitou a ideia de subordinar o Novo a alianças que o partido não controla.

Na política mineira, isso não é detalhe. O bolsonarismo no estado tem divisões próprias, com disputas de espaço entre PL, Republicanos e o grupo de Zema. A pré-candidatura de Cleitinho ao governo e a dificuldade de unificar a direita mostram que Minas não segue automaticamente a lógica nacional do bolsonarismo.

Na prática, Zema sinaliza independência, mas uma independência calculada: mantém ponte com o eleitor conservador, sem entregar seu capital político nem abrir mão de influenciar a sucessão mineira. Em Minas, esse tipo de movimento costuma valer mais do que o discurso.

Fontes: CNN Brasil, O Tempo, JM Online.

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