Ana Castela virou alvo de críticas nas redes após lançar “Não é Pressa, é Pressão”, parceria com Rincon e DJ Boss que usa elementos de “Rap da Felicidade”, clássico de Cidinho & Doca lançado nos anos 1990.
Na música original, os versos falam sobre violência, pobreza e o direito de viver com tranquilidade na favela. Na nova faixa, a estrutura do refrão aparece associada a caminhonete, bebida e à Festa do Peão de Barretos.
A mudança de sentido provocou reação. Parte do público acusou a cantora de esvaziar a mensagem social da obra ao transportar a referência para uma música ligada à ostentação e ao universo sertanejo.
O uso da composição, porém, aparece nos créditos oficiais da nova faixa como interpolação de “Rap da Felicidade”, com reconhecimento dos autores da obra original. Até agora, a discussão pública está concentrada no conteúdo da adaptação, e não em uma denúncia conhecida de uso irregular da música.
Apesar das críticas, “Não é Pressa, é Pressão” ganhou espaço rapidamente nas plataformas e chegou ao Top 15 do Spotify Brasil.
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