As apreensões de medicamentos emagrecedores na fronteira explodiram em 2026. Entre janeiro e maio, o valor retido passou de R$ 2,3 milhões em 2025 para mais de R$ 47,3 milhões neste ano — cerca de 20 vezes mais.
O problema não é apenas a procedência estrangeira. Produtos sem registro no Brasil podem chegar sem rastreabilidade, controle de fabricação ou garantia sobre concentração, esterilidade e conservação.
A Anvisa afirma que as chamadas “canetas do Paraguai” não demonstraram equivalência com medicamentos registrados no país.
Há um ponto importante: não existe, até agora, laudo público que sustente a afirmação de que análises dessas canetas encontraram “doses tóxicas de insulina”, bactérias ou água contaminada como alguns veículos divulgam, no entanto, há riscos a se considerar.
Testes citados pela CNN identificaram tirzepatida em amostras, mas não avaliaram contaminantes, impurezas ou esterilidade. Especialistas alertam que, sem esse controle, não é possível saber com segurança o que há no frasco ou em qual concentração.
Outro risco está no transporte. Medicamentos regularizados à base de tirzepatida exigem condições específicas de conservação.
Frascos já foram apreendidos escondidos em pneus, motores e até calçados. Calor excessivo pode comprometer a estabilidade da moléculas.
Anvisa e Polícia Federal passaram a atuar conjuntamente na análise de produtos irregulares, enquanto Brasil e Paraguai ampliaram a cooperação para combater falsificação e circulação clandestina de medicamentos.
Produtos proibidos pela agência também não podem ser divulgados ou comercializados nas redes sociais.
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