Goiânia começou nesta terça-feira (25) a instalar novas armadilhas contra o Aedes aegypti em meio ao avanço das arboviroses.
Até a semana epidemiológica 32, a cidade confirmou 31.207 casos de dengue, alta de 19,4% sobre 2025. Na Chikungunya, os registros saltaram de 100 para 709 — aumento de 609%.
A Prefeitura anunciou 15 mil unidades da tecnologia In2Care e outras 10 mil Inestrap.
A primeira atrai a fêmea do mosquito e faz com que ela carregue para outros criadouros uma substância que impede o desenvolvimento das larvas.
Estudos de campo apontam redução de ovos e larvas, mas indicam que o resultado depende da quantidade de armadilhas e da combinação com outras medidas de controle.
A Inestrap funciona de outra maneira: simula um local adequado para a postura dos ovos e prende a fêmea em uma superfície adesiva.
Também pode ser usada para monitorar a presença do Aedes. As 10 mil unidades serão distribuídas inicialmente pelas regiões Leste, Campinas-Centro e Oeste.
As armadilhas não substituem a eliminação de água parada. É importante que as pessoas continuem a manter suas casas protegidas do mosquito, eliminando locais onde a água possa ficar parada, informa a prefeitura.
Agentes continuam com visitas, tratamento de criadouros e aplicação de inseticida quando houver indicação técnica; no Setor Jaó, uma força-tarefa foi montada após reclamações de moradores.
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