Um estudo publicado em 20 de abril no JAMA Network Open encontrou associação entre cochilos mais longos, mais frequentes e concentrados pela manhã e maior risco de m0rt4lid4de por qualquer causa em adultos com 56 anos ou mais.
O ponto central é este: a pesquisa não diz que a soneca “mata”, mas sugere que esse padrão pode funcionar como sinal de saúde em piora.
Os pesquisadores acompanharam 1.338 participantes por até 19 anos e mediram os cochilos com actigrafia, um monitor de atividade usado no pulso.
No modelo mais ajustado, cada hora extra de cochilo por dia foi associada a alta de 13% no risco, e cada cochilo adicional, a 7%. Quem concentrava os cochilos pela manhã teve risco 30% maior do que quem cochilava no início da tarde.
A explicação mais provável não é que dormir de dia seja o problema em si, mas que cochilar demais possa refletir doenças já em curso ou ainda não diagnosticadas, como distúrbios do sono, alterações cardiovasculares, diabetes, dor crônica e neurodegeneração.
Os próprios autores tratam o hábito como possível “marcador” de risco, não como causa isolada.
O estudo também tem limites: foi feito majoritariamente com idosos, em sua maioria brancos, e os resultados não podem ser simplesmente estendidos a jovens, outras populações ou trabalhadores em turnos.
O alerta prático é outro: quando os cochilos começam a ficar mais longos, repetidos e cada vez mais cedo, isso pode merecer avaliação médica.

