Coca-Cola, Tesla e eBay entraram na disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos e pediram ao USTR, órgão de comércio do governo Donald Trump, que reduza o alcance da tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros.
A pressão vem de dentro do próprio mercado americano.
A Coca-Cola pediu que insumos de laranja do Brasil continuem isentos e que produtos de limão também recebam exclusão ou regra de transição. A empresa afirmou que trocar fornecedores exige testes, validação de qualidade e revisão de segurança alimentar. Também citou a queda da produção de laranja na Flórida, de 242 milhões de caixas na safra 2003/2004 para estimativa de 12 milhões em 2025/2026.
A Tesla defendeu que a tarifa leve em conta peças e componentes brasileiros usados por fabricantes americanos. A empresa disse apoiar a reindustrialização dos EUA, mas afirmou que substituir parte da cadeia de suprimentos leva tempo e pode atingir setores como veículos elétricos, baterias, energia solar e robótica.
O eBay pediu isenção para produtos usados, seminovos e de segunda mão. A plataforma argumentou que tarifar a revenda não pressiona o fabricante original e pode encarecer compras de famílias e pequenos vendedores americanos.
O USTR apura práticas brasileiras em comércio digital, Pix, etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento ilegal. A decisão final sobre a tarifa deve sair até 15 de julho.

