A derrota por 4 a 1 para a Bélgica eliminou os Estados Unidos nas oitavas e transformou a frustração da torcida em cobrança política.
Jogando em Seattle, a seleção norte-americana foi superada por uma Bélgica mais fria, direta e eficiente. De Ketelaere marcou duas vezes, Vanaken ampliou e Lukaku fechou o placar nos acréscimos. Malik Tillman fez o gol dos EUA, mas a reação durou pouco.
O jogo já começou contaminado pela decisão da FIFA de suspender o cumprimento da punição de Folarin Balogun, expulso contra a Bósnia. Trump admitiu ter ligado para Gianni Infantino e pedido a revisão do caso. A FIFA negou interferência política e defendeu a legalidade da decisão, mas UEFA e federação belga criticaram o gesto e falaram em quebra de integridade da competição.
Nas redes, parte da torcida norte-americana dividiu a cobrança entre o desempenho em campo e o ruído criado fora dele. A crítica mais dura foi que a Casa Branca colocou um jogador e uma seleção inteira no centro de um conflito político justamente antes do jogo mais importante do país na Copa.
Pochettino e jogadores dos EUA negaram que a polêmica tenha definido a eliminação. No campo, porém, o problema foi concreto: defesa vulnerável, resposta lenta depois do empate e pouca presença ofensiva de Balogun.
A Bélgica enfrenta a Espanha nas quartas. Para a FIFA, fica a pendência: explicar por que uma punição virou exceção em meio à pressão pública do presidente americano.

