Testes rápidos para endometriose no Reino Unido pressionam debate no Brasil

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A Inglaterra e o País de Gales deram um passo que interessa diretamente ao Brasil: dois testes não invasivos para endometriose devem entrar no sistema público de saúde britânico por três anos, enquanto novos dados são coletados.

O Endotest analisa uma amostra de saliva em busca de microRNAs, pequenos marcadores biológicos associados à doença. O Endosure mede sinais elétricos do intestino por sensores colocados no abdômen e entrega resultado em cerca de 45 minutos. Os dois exames não funcionam sozinhos: servem para apoiar a decisão médica quando há suspeita de endometriose e exames de imagem negativos, inconclusivos ou indisponíveis.

No Brasil, o tema bate em uma fila conhecida. O Ministério da Saúde estima que a doença atinja de 5% a 15% das mulheres em idade reprodutiva. A média entre o início dos sintomas e a confirmação do diagnóstico é de sete anos. Nesse período, muitas pacientes convivem com cólica intensa, dor pélvica crônica, dor na relação sexual, queixas intestinais ou urinárias e dificuldade para engravidar.

Hoje, o SUS oferece tratamento clínico e cirúrgico, com entrada pela atenção primária e encaminhamento para centros especializados quando necessário. Não há anúncio oficial de incorporação desses testes rápidos ao sistema público brasileiro.

A decisão britânica aumenta a pressão por avaliação no Brasil, mas qualquer chegada ao SUS ainda dependeria de registro, análise de evidências, custo e decisão dos órgãos reguladores.

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