Um exame de sangue que mede a proteína p-tau217 pode ajudar a identificar idosos sem problemas de memória que apresentam maior risco de desenvolver comprometimento cognitivo nos cinco a dez anos seguintes.
O estudo, publicado na revista JAMA, acompanhou 2.684 adultos cognitivamente saudáveis de pesquisas realizadas na América do Norte, Austrália e Japão.
Entre as pessoas com níveis muito elevados do biomarcador, 38% desenvolveram algum comprometimento cognitivo em cinco anos.
A estimativa chegou a 78% em dez anos, mas os pesquisadores alertam que havia menos dados disponíveis para esse período mais longo.
A p-tau217 está associada ao acúmulo de placas beta-amiloides e alterações da proteína tau no cérebro, marcas biológicas relacionadas ao Alzheimer. O resultado, porém, não significa que uma pessoa necessariamente desenvolverá demência.
Em outro estudo apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, médicos da atenção primária elevaram a precisão do diagnóstico de 62% para 88% após terem acesso ao resultado de um exame sanguíneo.
Entre especialistas em demência, o índice passou de 73% para 93%.
Os pesquisadores ainda não recomendam o teste para pessoas saudáveis fora de pesquisas clínicas. A ferramenta poderá ser usada inicialmente para selecionar voluntários de estudos preventivos e orientar exames adicionais em pacientes que já apresentam alterações de memória.

