O anúncio parece real, o imóvel existe e as fotos conferem. O problema é que quem cobra o sinal pode não ter qualquer relação com a propriedade.
Casos registrados em agosto mostram como o golpe ficou mais elaborado. No Distrito Federal, uma investigação identificou 39 ocorrências em 2026 e prejuízo superior a R$ 65 mil.
Em Goiânia, imobiliárias e o Secovi Goiás também alertaram para anúncios falsos, contratos adulterados e criminosos que chegam a acompanhar interessados em visitas.
Uma das estratégias é copiar fotos e informações verdadeiras, oferecer preço abaixo do mercado e pressionar por depósito antecipado.
A Polícia Civil orienta a desconfiar de perfis novos, verificar avaliações, pesquisar as imagens e evitar levar a negociação para WhatsApp ou outro canal fora da plataforma original.
O Pix acelera o pagamento — e também a retirada do dinheiro. Desde agosto, o Banco Central orienta vítimas a avisarem imediatamente o banco e acionarem o Mecanismo Especial de Devolução, o MED.
O bloqueio pode atingir valores ainda existentes na conta que recebeu o dinheiro, mas a devolução não é garantida.
Antes de pagar, confirme quem é o proprietário ou a imobiliária, confira documentos e registro profissional quando houver corretor e desconfie de urgência artificial ou desconto muito acima do padrão.
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