O governo Lula sinaliza que pretende manter o atual arcabouço fiscal em um eventual novo mandato e combinar controle de despesas com aumento de receitas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a gestão atual realizou um esforço fiscal equivalente a cerca de 2% do PIB e disse que o governo está preparado para repetir uma correção dessa magnitude caso Lula seja reeleito. Segundo ele, mudanças negociadas com o Congresso também devem reduzir despesas obrigatórias em aproximadamente R$ 10 bilhões em 2027.
A sinalização coloca a política fiscal entre as diferenças econômicas já apresentadas na campanha presidencial. Enquanto Lula defende preservar a regra atual, a campanha de Flávio Bolsonaro trabalha para substituí-la por um novo modelo de controle de gastos.
A proposta discutida pela equipe de Flávio relaciona o crescimento das despesas ao nível da dívida pública e pode reduzir a zero o aumento real dos gastos quando o endividamento estiver elevado. A campanha também defende cortes e revisão de benefícios tributários.
Os detalhes de execução das duas estratégias ainda dependem de novas decisões, do Congresso e do resultado das eleições de outubro.
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