A Polícia Federal afirma que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuava em “comunhão de interesses econômicos” com a lobista Roberta Luchsinger em tratativas que buscavam negócios com o governo federal.
A conclusão aparece em uma representação enviada ao STF e usada para abrir um dos inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência. Segundo a PF, Lulinha, Roberta e o empresário Fernando Bittar teriam mantido uma estrutura informal para negócios ligados à cannabis medicinal.
A investigação aponta contatos com integrantes do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial. A PF afirma que Lulinha aparentemente acompanhou ou impulsionou algumas tratativas e o cita como possível beneficiário indireto das articulações.
As negociações, porém, não resultaram em contrato com o Ministério da Saúde nem em pagamento pela pasta. As suspeitas seguem em investigação e não representam comprovação de crime.
A defesa de Lulinha nega irregularidades, questiona a interpretação do material e afirma que o inquérito tem motivação política.
A PGR pediu que uma das investigações seja enviada à primeira instância por entender que não há autoridade com foro privilegiado envolvida. André Mendonça, relator no STF, ainda precisa decidir sobre a competência.
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